A paixão pelo futebol e o elefante na sala de visitas
Torna-se desnecessário dizer que o futebol é o esporte das multidões, uma vez que a sua popularidade é reconhecidamente elevada, cada vez mais, em numerosos lugares do planeta. Falar da paixão brasileira pelo nomeado esporte bretão, então, é remeter tudo à mesmice que fazem os cronistas, comentaristas, especialistas e os “sabe-tudo” da bola, repetindo muitas vezes à exaustão, o que todas as torcidas já estão sabendo desde o milênio passado.
O encanto pelo gol é como um orgasmo contido que cada um, e todos, estão dispostos a liberar, num grito, a qualquer preço. Muito do restante tem destino certo: o lugar-comum.
Até aí estou indo bem, mas o que tem a ver com a paixão pelo futebol o “elefante na sala de visitas”?
Foi tal expressão cunhada pelo jornalista Caio Blinder, brasileiro radicado nos EUA, mais usualmente em Nova York, lançada como metáfora para designar a preocupação norte-americana com o crescimento e avanço da economia chinesa, seu poderio político e militar, a pesada sombra que a potência amarela já significa aos interesses da águia do ocidente. Ora, se a pujante nação chinesa fosse tão apaixonada pela bola, já imaginaram as possibilidades bilaterais de intercâmbio e ajuda mútua em oferta ao nosso Brasil? Uma das pautas de cooperação no sentido Brasil-China é a exportação de futebol, carregado de paixão, cheio de “jogo-de-cintura” e com isenção de propina. Tremendo sucesso, os china apaixonados, tanto quanto por aqui, pelo chute na bola. Os efeitos colaterais merecem observação cuidadosa, uma vez que a conquista do maior mercado consumidor do planeta causa inveja mortal nos ianques.
O primeiro passo do sucessor de Bush será o veto à participação do BR, como membro permanente, no conselho de segurança da ONU. Como retaliação mais indireta, os “brazucas” serão perseguidos em território estadunidense como prioridade de governo, sob irrecorríveis acusações de espionagem e fomento ao terrorismo internacional. As apelações serão tamanhas que o U.S. establishment lançará uma cruzada ao tirânico programa brasileiro de não-transposição das suas fontes de água a qualquer “nação amiga”, programa que será popularmente conhecido como ÁGUA ZERO. Daí pra uma intervenção militar de emergência como forma de proteger a harmonia no mundo e preservar os ideais democráticos das avançadas civilizações, é só um pequeno passo. Dissolvido o conselho de resoluções da ONU, lançam duas frentes estratégicas que se chamarão o CONDOR, abrangendo toda a região amazônica, e o FALCÃO DO ATLÂNTICO que monitora ostensivamente toda a área costeira. O Severino, exercendo o cargo de primeiro ministro da república parlamentarista federativa do baixo clero dos estados neo-liberais de esquerda, renuncia diante de tal pressão das forças ocultas internacionais.
Minhas projeções vão ficando por aqui, deixando em paz a paciência do brasileiro e a sua paixão pelo futebol, com aspiração idêntica deixo os nossos admiráveis amarelos apaixonados, pelo seu arroz. Quanto aos nossos patrões do norte, o John Wayne da pós-modernidade, deixe-o com a sua inesperada visita, de peso, no centro da sua sala. Peço a trégua, mais pelo imbróglio que o nosso artista, arrebanhando coadjuvantes europeus, ainda tem a resolver nas terras mesopotâmicas: dois anos de invasão “aliada” no Iraque é pesadelo para muitas noites de sono, se noite de sono houver.
Escrito por JURI às 19h47
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Meus queridos blogueiros visitantes,
descobri nesta data que até blog tem limites,
que dirá a paciência de vcs. Por isso a economia de
palavras no internetiquês, ou mais conhecido das salas
de bate-papo, o idioma CHATO, que se origina de chat,
que nada mais é do que as salas virtuais de conversa.
Falando em sala, estou com o vestígio de artigo sob
título de: A PAIXÃO PELO FUTEBOL E O ELEFANTE NA
SALA DE VISITAS. Mas por motivos técnicos, essa P.
aqui, toda vez q peço pra publicar, ele critica "há
excesso de caracteres", e eu sequer alinhavei uma
página de verdade. Ma tudo bem, se vc é um paciente
e acredita em bruxas, deixando seu comentário, envio
o artigo pra vc. Valeu?
Escrito por JURI às 15h26
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