Senti uma imediata subtração ao saber da morte do Profº
Carlos Petrovich.
O conselheiro, ogã e efetivo Petrô. Em algumas aulas ele dava um leve tapa, de surpresa, em algum aluno. E questionava: o formigamento, é melhor que nada, né verdade? Insistia em afirmar que o que existe de pior a receber de outro ser humano é a indiferença, e seguia professando a pedagogia da proximidade.
Com sua espirituosidade( espiritualizada ), apurado senso de humor e fala contundente, sabia nos fazer sorrir com a mesma facilidade que nos fazia chorar. O axé está de luto. Com a paz, que sempre o conduziu.
Neste sábado, recebi (in)esperada visita do meu sobrinho, Lucas, de 4 anos, pura energia. Quem mais acreditar no conceito que a gente se divide em cabeça, corpo e membros, reformula na hora que conhecê-lo. O sujeito parece que tem mais quatros dentro dele, daí a possibilidade de traçar o paralelo entre o "chegar e partir", se por um lado nos despedimos, ao nosso redor terá os que anunciam apenas a chegada, em presença, em vida e esperança. Reconhecer as poucas possibilidades se não formos pela opção verdadeira e vitoriosa da criança.
Criança tão machucada, aqui e em tantos outros lugares do mundo.
Mas a esperança não morre.
Ao comemorarem 30 anos de reunificação do país, os vietinamitas festejam a expulsão das últimas tropas norte-americanas, talvez amenize uma enorme cicatriz de mais de três milhões de mortos, mutilados e envenenados pela ação do agente "laranja" lançado como pesticida e desfolhante pelos aviões estadunidenses, quando muitos camponeses, jovens e crianças sofreram o estúpido horror da guerra, como mostra a foto que é apresentada abaixo, que refiguro como uma imagem marcante da guerra do vietnã:
Hoje o país segue rumo a uma acomodação ideológica num mundo, cada vez mais, internacionalizado, a praticar uma política que mistura a invasão capitalista dos produtos tecnológicos e a manutenção de um regime "socialista", com partido único e centralização do poder. Sem dúvida um povo singular que preserva monumentos de destroços da guerra, para nunca mais ser esquecida.
Escrito por JURI às 20h00
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