Em verdade escrevo pra mim mesmo, um certo
prazer Lispectoriano de ser incompreendido, ou...
Pra não dizer que não falamos de NATAL, segue um
nascimento que não aceita ausências, portanto...
E aquele som renascentista nunca mais ouvido,
sequer um curto acorde a acariciar minh’alma,
nem essa luz acesa a alumiar meus olhos,
sem o clarão da vida,
Mas esta chama ascende do meu corpo inteiro a
aumentar a sede da minha calma ouvinte.
Sem o menor passo de um ser canteiro, a
juntar pedaços de um novo dia,
nessa turba infame a me ceder um clame,
daquela força alheia que se debate sempre em
reclusa calmaria.
(H)amalas dos meus tempos,
a carregar cristonho um sonho a menos.
Verve ampla de um reclame inteiro a encher a mágoa,
mas sem agonia.
E cá preciso ser poeta pra dizer que lá se vai
mais um dia, despedaçado outeiro no piu da noite,
um grito de alegria.
Já não sou infante pra associar o queiro a uma voz
de fundo, garganta ao meio. Sou de mundo e gente
que não tem sossego, se consome inerte ao sonho
desse brio, cara espera de uma luz no furo,
iminente clarão de que está tudo escuro.
Chance de buscar ser si mesmo todo o tempo:
Incrível ser tantos, tanto tempo, com tanto tempo sem
conseguir ser a si mesmo.
Só se representa o que verdadeiramente se é, poissois a representação do outro, é apresentar-se... represente-o.
Escrito por JURI às 23h51
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